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	<title>Blog de Viagens de Ricardo e Ana Lia</title>
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		<title>Blog de Viagens de Ricardo e Ana Lia</title>
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		<title>Blog de viagens viajou!</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Sep 2008 22:19:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Olá a todos! Estamos agora de casa nova &#8211; e, claro convidamos todos a conhecê-la! A partir de hoje, o blog de viagens está em http://blogs.abril.com.br/mundopequeno
Sejam todos bem-vindos ao nosso novo lar!
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<p>Sejam todos bem-vindos ao nosso novo lar!</p>
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		<title>Santiago de Compostela</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 22:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
A nossa peregrinação a Santiago de Compostela foi diferente: não teve cajados, passaporte peregrino, carimbos das estadias e nem pés inchados. Chegamos lá próximo do meio dia, de carro.
Mas, já nos nossos primeiros passos, começamos a sentir o quão diferente era tudo aquilo. Claro: tinha a alegria contagiante do povo espanhol que sempre lota ruas, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=176&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-216" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago9.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A nossa peregrinação a Santiago de Compostela foi diferente: não teve cajados, passaporte peregrino, carimbos das estadias e nem pés inchados. Chegamos lá próximo do meio dia, de carro.</p>
<p>Mas, já nos nossos primeiros passos, começamos a sentir o quão diferente era tudo aquilo. Claro: tinha a alegria contagiante do povo espanhol que sempre lota ruas, praças e rostos com sorrisos constantes. É impressionante como países tão próximos tem sangue tão distinto.</p>
<p>Basta cruzar a fronteira que some o peso que os portugueses mais tradicionais parecem carregar, diminui a faixa etária média da população, aumentam os barulhos, os bares, a vida. Nada contra Portugal – pessoalmente, virei um ardoroso fã de tudo que a “terrinha” tem a oferecer – desde paisagens até história, culinária, música, tradições e, obviamente, o próprio povo.</p>
<p>Mas a Espanha tem esse traço mais acentuado da alegria de viver – e isso é simplesmente inegável.<br />
Santiago, talvez a cidade mais importante da orgulhosa Galícia, tem ainda atributos que a diferem do restante do país. Para começar, o idioma: o galego é uma espécie de mistura entre o português e o espanhol, onde facilmente se reconhece origens comuns de palavras e mesmo de sotaques. Por exemplo, na Espanha, Junho se escreve Juño – enquanto na Galícia é Xuño. Parece pouco – mas esse “x” que praticamente substitui o “j” em quase todas as palavras tem absolutamente tudo a ver com o chiado do sotaque português.</p>
<p>A paisagem também é outra. Enquanto a Andaluzia, no sul, é basicamente ocre, e o leste é dominado por desertos, a Galícia é de um verde marcante, que explode diante das nossas vistas em cada canto.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-209" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>E, é claro, o tipo de turismo. Santiago tem MUITA história para contar – mas ela aglomera tipos diferentes de turistas. Têm os que vão pela história e cultura – como nós, por exemplo. Mas tem também a multidão de peregrinos fazendo o famoso caminho de Santiago – que, vale ressaltar, é forte ao ponto de ter dado origem ao símbolo máximo do pais vizinho, o Galo de Barcelos.</p>
<p>A peregrinação tem um objetivo comum: chegar até o local onde se encontram os restos de São Tiago, um dos apóstolos de Jesus, que descansa hoje na majestosa Catedral.</p>
<p>Mas apesar do cunho religioso, os peregrinos (ao menos os modernos) vão mais em busca de uma jornada de auto-conhecimento do que de pagamento de promessas.</p>
<p>Todos tem aparência semelhante: portam mochilas gigantescas que praticamente cobrem as costas, mancam, levam um ou dois cajados para ajudar na caminhada e tem um olhar meio perdido, solitário. A solidão talvez tenha sido o traço que mais nos tenha impressionado, aliás. Ao se lançar em uma jornada de centenas de quilômetros tendo apenas a própria mente como companheira, certamente deve-se refletir sobre toda a própria existência. E pensar sobre si mesmo e sobre a própria vida está longe de ser uma tarefa coletiva, cooperada. A multidão de peregrinos que enche as praças é, em realidade, uma multidão de indivíduos exaustos, que mesclam a sensação de missão cumprida a uma carga de emoções e visões sobre a vida que eles próprios desconheciam dias antes.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago10.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-210" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago10.jpg?w=243&#038;h=500" alt="" width="243" height="500" /></a></p>
<p>E uma das belezas de Santiago é essa: imaginar a profundidade dos pensamentos que estão a se libertar nas mentes daqueles que se lançaram em jornadas incomensuráveis com o único objetivo de saber quem realmente são. Lá, eles se acharam. Eles terminaram uma viagem ao próprio interior – uma viagem que certamente demandou tanta energia que, no momento em que se depararam com as conchas que simbolizam a chegada, já estavam com os olhos mais secos que a garganta.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago13.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-211" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago13.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A primeira coisa que nos perguntamos foi o porquê da concha como símbolo do caminho. Ocorre que, para provar que efetivamente fizeram o caminho, os primeiros peregrinos traziam, como lembrança, um tipo específico de concha encontrado em uma praia próxima de Santiago. tendo se transformado em símbolo de fé, a concha foi utilizada também para marcar os cavaleiros envolvidos na reconquista cristã da Península Ibérica. Segundo conta-se, aliás, o próprio São Tiago teria aparecido montando um cavalo branco marcado pela concha na Batalha de Clavijo, em 845, lutando ao lado dos seus correligionários. Por este motivo, o santo também é retratado como cavaleiro (em uma discrepante diferença do próprio sentido original de sua pregação), portando o sanguinário nome de Santiago Matamoros (ou São Tiago Mata-Mouros). A sua lenda, no entanto, é bem mais antiga, indo próxima aos tempos em que o próprio tempo começou&#8230;</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-212" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago8.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Segundo a lenda, São Tiago, apóstolo de Jesus, foi à Península Ibérica para catequizar o povo Celta, que dominava a região. Ele acabou sendo capturado e, no ano de 44, foi executado em Jerusalém. Seu corpo, no entanto, foi levado à região da Galícia e abandonado por volta do século III, em plena perseguição religiosa romana.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-214" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago7.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No ano de 814, um heremita chamado Pelayo avistou luzes estranhas guiando-o para uma gruta &#8211; onde ele encontrou os restos mortais de São Tiago. Reconhecendo o achado como um milagre, o Bispo Theodemir de Iria mandou uma mensagem ao rei austríaco Alfonso II. Este imediatamente mandou erguer uma capela no local e foi, anos depois, o primeiro peregrino a percorrer o que seria a primeira rota de Santiago. A capela cresceu e virou uma igreja, construída em estilo pré-românico, no ano de 899.</p>
<p>Com a invasão árabe, ela acabou sendo totalmente destruída, tendo os seus sinos transportados para mesquitas em outras regiões da península.</p>
<p>A catedral atual começou a ser construída no ano de 1075 sob o comando do Rei Afonso II de Castela, tendo a sua última pedra sido colocada em 1122.</p>
<p>A Catedral tem o seu interior em estilo românico, ainda praticamente intocado e nítido pelos arcos dos corredores e pela altura do seu pé direito. Em cada canto, capelas diferentes preenchem a nave com imagens religiosas recontando a história de São Tiago e de outros santos, todos homenageados com velas permanentemente acesas.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-217" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago4.jpg?w=375&#038;h=500" alt="" width="375" height="500" /></a></p>
<p>Uma imagem fica próxima à entrada – e, segundo a lenda, quem passar a mão nela terá sorte na vida. Séculos de tradição foram responsáveis por afundar a tez da imagem com marcas de mãos de religiosos, de peregrinos e de turistas sem nada a perder.</p>
<p>No centro da Catedral, uma pequena escada leva a uma espécie de subsolo. Lá, separado por um grosso vidro de proteção e de barras, está o túmulo de um dos primeiros santos da cristandade – sendo sempre velado por um público fiel à religião ou à tradição.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-222" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago11.jpg?w=500&#038;h=384" alt="" width="500" height="384" /></a></p>
<p>Existe ainda uma capela específica para peregrinos: apenas eles podem entrar e rezar, sendo que até mesmo a fotografia é proibida. É curioso encontrar uma única e pequenina área reservada para o “sagrado” dentro de uma imensa catedral.</p>
<p>Do lado de fora, o cenário relembra onde estamos: ruas estreitas com calçamento de pedra, comum por toda a Espanha, cedem espaço para praças largas, ventiladas e alegres, para dizer o mínimo.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-219" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago3.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-218" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago6.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-223" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago5.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>A própria catedral se modifica, abandonando o estilo românico e cedendo espaço a séculos de reformas que a transformou em algo diferente, chegando próximo do barroco.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago14.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-215" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago14.jpg?w=375&#038;h=500" alt="" width="375" height="500" /></a></p>
<p>A fé parece não se incomodar com o sem número de bares que lotam os seus arredores, produzindo sorrisos alcoólicos que exibem blasfêmias em cada dente.</p>
<p>Em cada esquina, na medida em que a hora ia avançando e o sol se despedindo, grupos de músicos em trajes típicos faziam apresentações públicas. Violinistas solos, bandas e gaitas de fole, herança dos celtas que primeiro povoaram a Galícia, enchiam o ar de música e de alegria.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-220" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago1.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago12.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-221" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago12.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Tudo isso no mesmo lugar.</p>
<p>E, com esses sons em mente, dormimos em um pequeno hotel do século XVIII no centro da cidade, todo feito de pedra e nos fazendo viajar, mais uma vez, no tempo.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago15.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-224" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/santiago15.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No dia seguinte, essa nossa escapada de uma semana chegava ao fim. Entramos no carro, rumamos de volta a Portugal, jantamos um bacalhau como poucos perto de Ílhavo (Bacalhau do Batista) e pegamos o vôo para o Brasil, de onde termino de escrever este último post.</p>
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		<title>O Galo de Barcelos</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 21:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
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Diz a lenda que, lá pelos idos do século XII ou XIII, um camponês fez uma promessa em prol do seu irmão, que estava extremamente adoecido: se a saúde voltasse, ele iria caminhando até Santiago de Compostela prestar a sua homenagem e agradecer ao que consideraria um milagre.
Logo em seguida, o seu irmão se curou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=175&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-208" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos.jpg?w=372&#038;h=500" alt="" width="372" height="500" /></a></p>
<p>Diz a lenda que, lá pelos idos do século XII ou XIII, um camponês fez uma promessa em prol do seu irmão, que estava extremamente adoecido: se a saúde voltasse, ele iria caminhando até Santiago de Compostela prestar a sua homenagem e agradecer ao que consideraria um milagre.</p>
<p>Logo em seguida, o seu irmão se curou e ele logo se pôs na estrada. No caminho para Santiago, ele parou na pequena vila de Barcelos, ao norte de Portugal e próximo à fronteira galega.</p>
<p>Precisava apenas descansar e retomar o fôlego para a caminhada.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-202" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos1.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Lá, no entanto, uma aldeã se tomou de amores por ele e fez de tudo para que ele abandonasse a promessa e ficasse lá com ela. O camponês, por sua vez, manteve-se fiel ao seu propósito e, focado, não quis nenhum tipo de conversa com a moça.</p>
<p>Colérica, ela resolveu se vingar: roubou um conjunto de talheres e louças nobres e escondeu na sacola do camponês, denunciando-o em seguida. Pego, ele foi a julgamento e imediatamente condenado à forca – apesar das suas juras de inocência. E, em um ato de desespero, implorou uma audiência com o rei.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-203" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos4.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Pedido concedido, ele adentrou o salão real no castelo de Barcelos, onde o rei jantava com os nobres da região. Tendo os pedidos de clemência negados, o camponês disse que, para provar a sua inocência, na hora do enforcamento, o galo assado que descansava ao centro da mesa de jantar se levantaria e se poria a cantar.</p>
<p>Naturalmente, as gargalhadas cortaram o ambiente e o camponês foi levado diretamente à forca – até que, de repente, o galo efetivamente levantou-se e começou a cantar!</p>
<p>Com isso, na última hora, o camponês foi salvo e pode continuar a sua peregrinação: chegou a Santiago prestou a sua homenagem e regressou à sua terra natal.</p>
<p>Anos depois, ele voltou a Barcelos e mandou erguer um cruzeiro em homenagem ao milagre que o salvou da forca.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-205" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos5.jpg?w=375&#038;h=500" alt="" width="375" height="500" /></a></p>
<p>Pois bem: verdadeira ou não, esta é a lenda do Galo de Barcelos, que acabou virando símbolo máximo de Portugal. E toda ela pode ser testemunhada no centro histórico da cidade.</p>
<p>Entra-se em Barcelos por uma ponte medieval – a mesma que o camponês cruzou. Pouco restam das suas muralhas – mas o castelo e o salão de jantar onde o galo cantou, mesmo que em ruínas, continuam lá. Do lado de fora do salão, uma pintura em azulejo retrata a cidade no século XIV – deixando claro que pouco foi alterado até os dias de hoje.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-204" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Túmulos românicos e símbolos religiosos espalham-se como achados arqueológicos – todos cedendo espaço ao cruzeiro feito sob o comando do camponês. Nele, entalhado em pedra e resistente ao tempo, toda a sua história está contada.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-206" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos3.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Olhando para o horizonte, campos cultivados são cortados por um rio sinuoso e brilhante sob um céu irremediavelmente azul. E, aos lados, nos muros, gigantescas setas amarelas apontam a direção que quase todos os visitantes de Barcelos pretendem seguir: rumo a Santiago de Compostela.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-207" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/barcelos6.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
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		<title>As praias portuguesas</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 21:30:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Para alguém nascido em Portugal, essas próximas palavras podem parecer fruto da mais pura ignorância. Mas para quem é brasileiro, é difícil pensar no velho mundo como portador de praias bucolicamente paradisíacas, com águas que mesclam azul cintilante a verde-esmeralda entrecortadas por pedras que desafiam a força da gravidade.
Pois assim ele é. E isso porque [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=174&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias9.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-196" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias9.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Para alguém nascido em Portugal, essas próximas palavras podem parecer fruto da mais pura ignorância. Mas para quem é brasileiro, é difícil pensar no velho mundo como portador de praias bucolicamente paradisíacas, com águas que mesclam azul cintilante a verde-esmeralda entrecortadas por pedras que desafiam a força da gravidade.</p>
<p>Pois assim ele é. E isso porque nem estávamos na famosa região do Algarve – estávamos por ali mesmo, há cerca de 90 quilômetros ao norte de Lisboa.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-190" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias1.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Claro – Portugal continua sendo portador de uma história que desbanca qualquer paisagem – e por todos os cantos existem fortes, fortalezas e castelos.</p>
<p>Peniche, por exemplo, guarda uma fortaleza secular que serviu tanto como defesa dos portos do império até como prisão politica no século XX. Foi dessa fortaleza, com celas de ferro e pedra que conflitam com a beleza exterior, que António Lopes, um dos fundadores do Partido Comunista Português, fugiu a algumas décadas. Não dá para culpá-lo: qualquer pessoa em sã consciência, independente de qualquer inclinação ou ideal politico, tentaria fugir se fosse diariamente confrontado com aquele mar azul.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-191" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias3.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Peniche também é porto de partida para as Berlengas, um pequeno arquipélago que, ao menos nas fotos, parece ser a parte mais bonita do paraíso. Não conseguimos ir até lá, no entanto: os barcos que faziam o trajeto turístico já haviam partido.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-192" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-200" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias11.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Mas nos pusemos a rodar pelas cidades costeiras. Em Baleal, chegamos a uma pequena colina rodeada de mar e de uma espécie de salitre que cheirava a calmaria. Nessa colina de ruas estreitas e casinhas brancas, um hotel se insinuava como que tentando complementar a já impressionante beleza. Do seu deck, algumas pessoas tomavam cerveja e outras, sozinhas, se punham a ler jornais ou a escrever em seus notebooks. Não havia lugar melhor no mundo para se trabalhar.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias10.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-199" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias10.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-193" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias8.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O difícil mesmo era sair daquela região. A cada metro, uma nova paisagem se desacortinava. Entre Foz do Arelho e Nazaré, novas paradas para fotos se faziam obrigatórias.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-194" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias5.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-198" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias6.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-195" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias4.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Mas os dias, infelizmente, teimam em terminar – e no por do sol (ou seja, próximo das 10 da noite do verão europeu) rumamos de volta para casa. Cansados, mas com a vista abençoada por cenas que eu, pelo menos, jamais imaginei ver – ao menos na terra do galo de Barcelos.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-197" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/praias7.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/categories/mundopequeno.wordpress.com/174/" /> <img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/tags/mundopequeno.wordpress.com/174/" /> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/mundopequeno.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/mundopequeno.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/mundopequeno.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/mundopequeno.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/mundopequeno.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/mundopequeno.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/mundopequeno.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/mundopequeno.wordpress.com/174/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/mundopequeno.wordpress.com/174/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/mundopequeno.wordpress.com/174/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=174&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" /></div>]]></content:encoded>
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		<title>Óbidos</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 21:16:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia seguinte, um passeio diferente nos esperava: Óbidos, pequena cidade medieval que servia de descanso para muitos dos reis e rainhas.

Óbidos é uma daquelas vilas que parece ter parado no tempo há séculos atrás. Foi fundada na pré-história, tendo sido sucessivamente conquistada pelos Lusitanos (século IV AC), Romanos (século I), Visigodos (séculos V e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=173&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>No dia seguinte, um passeio diferente nos esperava: Óbidos, pequena cidade medieval que servia de descanso para muitos dos reis e rainhas.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos8.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-188" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos8.jpg?w=375&#038;h=500" alt="" width="375" height="500" /></a></p>
<p>Óbidos é uma daquelas vilas que parece ter parado no tempo há séculos atrás. Foi fundada na pré-história, tendo sido sucessivamente conquistada pelos Lusitanos (século IV AC), Romanos (século I), Visigodos (séculos V e VI), Muçulmanos (século VIII) e cristãos (século XII), estes últimos comandados por D. Afonso Henriques, o primeiro rei português.</p>
<p>Todos deixaram as suas marcas – desde os Visigodos presentes em algumas ruínas, os romanos com um aqueduto que resiste ao tempo, passando pelos muçulmanos, com o estilo arábico ainda presente na muralha que cerca a cidade, chegando aos cristãos antigos com o castelo medieval que observa a vida dos seus súditos.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-183" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos3.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O castelo de Óbidos fica no alto da colina onde descansa a cidade, tendo sido erguido pelo filho de Dom Afonso Henriques, Dom Sancho I. Com o passar do tempo (e até meados do século XIX), ele foi parte do dote das rainhas, passando de mão em mão como símbolo de poder e riqueza.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-184" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos4.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Usado para guardar a cidade, o castelo é, hoje, o ponto ideal para se observar e imaginar conflitos de vontades, paisagens e tempos. Olhando para baixo, vê-se a vila, com suas casinhas espremidas dentro das muralhas, ruas estreitas e o burburinho dos transeuntes. Erguendo-se mais o pescoço, o tumulto da pequena urbe cede espaço a uma imensidão verde do lado de fora, de onde certamente tantos inimigos foram avistados. E isso tudo sob um céu imóvel, quente, impávido como testemunha que foi das glórias e desgraças humanas.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-185" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos5.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-186" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos5.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos6.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-187" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/obidos6.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Hoje, o castelo é um hotel – e de lá pode-se degustar um pouco da vida de um nobre antigo. De lá, uma simples olhadela por uma das suas janelas de pedra serve para se testemunhar as marcas deixadas pela história e deixar a imaginação correr solta ao tentar entender o choque entre a quantidade de sangue derramado no passado e a calmaria quase tumular da modernidade.</p>
<p>Óbidos é uma cidade linda – e o nosso único pesar foi ter que deixá-la antes do dia seguinte.</p>
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		<title>De barco pelo Douro</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jun 2008 21:00:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
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		<description><![CDATA[Historicamente, o Porto é uma cidade que em muito se parece com Salvador. Foi berço de Portugal – da mesma forma que a capital baiana; por anos, assumiu o papel de motor da economia local; foi palco de revoltas e revoluções; foi deixada de lado pelos antigos reis, que transferiram a capital para Lisboa (tal [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=172&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Historicamente, o Porto é uma cidade que em muito se parece com Salvador. Foi berço de Portugal – da mesma forma que a capital baiana; por anos, assumiu o papel de motor da economia local; foi palco de revoltas e revoluções; foi deixada de lado pelos antigos reis, que transferiram a capital para Lisboa (tal qual o Marques de Pombal fez no Brasil, transferindo a sede de Salvador para o Rio nos idos do século XVIII).</p>
<p>E, da mesma forma que em Salvador, o Porto é uma cidade regida por uma estranha mistura de história, cores que saltam aos olhos, uma confusão urbana difícil de se entender e uma beleza natural sem precedentes. Como já conhecíamos a cidade, tomamos um barco na Ribeira e passamos uma hora passeando pelo Douro. Era verão, o sol estava a pino e a sensação de navegar lentamente por um rio margeado por centros urbanos tão intensos era fora do comum. Parecia que havíamos entrado em um outro ritmo, em câmera lenta enquanto barulhos, zumbidos cores desfilavam pelos nossos olhos.</p>
<p>E, enquanto nos afastávamos da região da Ribeira, os olhos acabaram se fixando nos únicos pontos que pareciam ter o mesmo ritmo que nós: os antigo e gigantescos armazéns de vinho. Velhos, com portas enferrujadas e aspecto abandonado, eles eram como monumentos à nostalgia. Pareciam querer ser discretos – mas a grandeza dava os seus sinais de vida sempre que uma ou outra pessoa caminhava ao seu lado, dando-nos a noção da proporcionalidade entre o tempo e o homem.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-178" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro1.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Mais para a frente, em direção ao encontro entre o Douro e o Atlântico, pequenos barcos utilizados no transporte de vinho descansavam na margem ocre – de onde pareciam não ter saído a séculos.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-179" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>No alto de uma colina, algumas casas se isolavam em meio a um verde destoante. Lindas casas, dotadas de uma inequívoca pompa e de uma estrutura feita para se descansar do cotidiano turbulento.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro3.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-180" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro3.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>Na outra margem, todavia, essa mesma pompa não se podia encontrar: casinhas mais pobres e com a mesma idade aparente dos armazéns guardavam velhinhas que simplesmente observavam a manhã virar tarde e a tarde virar noite.</p>
<p>Em meio a essas casinhas, três delas enfileiravam-se, exibindo a bandeira portuguesa nas suas janelas como que dizendo que dentro daquelas paredes abandonadas ainda vivia uma identidade.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro4.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-181" src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/06/douro4.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p>O barco deu meia volta, já quando o mar estava à vista. Rumamos à Ribeira, onde desembarcamos e tomamos o rumo de volta à estação de comboios – não sem antes perambular pelas ruas sinuosas dessa que é uma das mais belas e curiosas cidades que já visitamos.</p>
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		<title>A Medina de Fés</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2008 02:51:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[cores]]></category>
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		<category><![CDATA[Marrocos]]></category>
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		<description><![CDATA[Medina significa centro urbano &#8211; é o lugar em que se vivia e em que ainda se vive em muitas das cidades árabes. Na medina de Fés, a maior do mundo, cerca de 500 mil pessoas vivem, trabalham, rezam e vão à escola &#8211; tudo isso dentro dos seus 17 quilômetros de muralhas. Pouco, dada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=119&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Medina significa centro urbano &#8211; é o lugar em que se vivia e em que ainda se vive em muitas das cidades árabes. Na medina de Fés, a maior do mundo, cerca de 500 mil pessoas vivem, trabalham, rezam e vão à escola &#8211; tudo isso dentro dos seus 17 quilômetros de muralhas. Pouco, dada a quantidade de pessoas.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173155253_7646e5f31d.jpg" title="Medina de Fés"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173155253_7646e5f31d.jpg" alt="Medina de Fés" /></a></p>
<p>Mas, antes de entrar na medina, nosso guia (que contratamos logo pela manhã, no próprio hotel) nos levou para conhecer os arredores: fomos ao bairro judeu e a uma fábrica de cerâmica. Tudo era diferente, exótico. As burcas, as pessoas, a confusão do trânsito, o idioma.</p>
<p>O primeiro real contato que tivemos com o &#8220;turismo varejista&#8221; marroquino foi na fábrica de cerâmica. É claro que o intuito deles é vender para os turistas &#8211; mas, para tanto, eles explicam e mostram cada etapa do processo de fabricação dos seus produtos. Se fosse uma fábrica convencional, industrializada, o interesse gerado seria mínimo &#8211; mas tudo era artesanal lá, desde os desenhos até a finalização das panelas tagines, das mesas, das fontes. Uma mais maravilhosa do que a outra, aliás. Estávamos já encantados quando partimos rumo a uma das portas do palácio real.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173154441_b12f8cc0fb.jpg" title="Fábrica de Cerâmica"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173154441_b12f8cc0fb.jpg" alt="Fábrica de Cerâmica" /></a></p>
<p>No caminho, uma vista sensacional da Medina: estávamos do alto olhando para um centro urbano que parecia ser absurdamente compacto, espremido &#8211; mas funcional. A ansiedade por entrar nela crescia a cada minuto.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173947094_3042132c66.jpg" title="Vista da Medina"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173947094_3042132c66.jpg" alt="Vista da Medina" /></a></p>
<p>No palácio real, portas de ouro e bronze com detalhes microscópicos em seus ornamentos brilhavam os olhos. Descobrimos depois que parte dos detalhes, de tão minuciosos, tinham sido feitos com agulhas marteladas suavemente no metal. Quase perdemos a câmera neste momento: descobrimos também que tirar fotos de prédios reais era uma ofensa quando um policial veio bradando &#8211; em árabe &#8211; o que parecia ser uma tempestade de insultos e questionamentos. Por fim, nosso guia acabou convencendo-no de que não éramos terroristas e de que estávamos apenas desavisados, pedindo desculpas. A foto, no entanto, permaneceu. Ainda bem.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173153447_5851dc0b61.jpg" title="Palácio Real"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173153447_5851dc0b61.jpg" alt="Palácio Real" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173153881_9dd9c45709.jpg" title="2173153881_9dd9c45709.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173153881_9dd9c45709.jpg" alt="2173153881_9dd9c45709.jpg" /></a></p>
<p>Dali, entramos na Medina. De repente, estávamos em um labirinto de quilômetros de cumprimento, feito de ruas estreitas, abarrotadas de gente e margeado por pequenos balcões de lojas. Eventualmente, gritos eram ouvidos &#8211; em árabe, claro: eram avisos de que o &#8220;taxi da Medina&#8221; &#8211; mulas ou jegues &#8211; estavam passando. E, entre pessoas, animais, frutas e um permanente cheiro de especiarias exóticas, nos encontramos em um mundo completamente diferente de tudo. De quando em quando, parávamos em alguma loja, entendíamos como determinado produto era feito, comprávamos algo. E voltávamos para o labirinto.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173948226_d400fe4b62.jpg" title="Ruas da Medina"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173948226_d400fe4b62.jpg" alt="Ruas da Medina" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173949082_cab3ed4cc6.jpg" title="Ruas da Medina"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173949082_cab3ed4cc6.jpg" alt="Ruas da Medina" /></a></p>
<p>É impossível dizer o que era mais chocante: subir escadas mais apertadas do que as ruas beges e se ver em salas gigantescas, inteiramente ornamentadas nos mínimos detalhes e cobertas de pratos de ouro, bronze, prata ou cobre ou voltar para as ruas, em meio a mulheres de burca, a homens sem dente e à sensação de estar em um lugar que devia ser exatamente igual a mil anos atrás.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173167779_3bb3cee9d1.jpg" title="Loja"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173167779_3bb3cee9d1.jpg" alt="Loja" /></a></p>
<p>Em um dos lugares que entramos, entregaram-nos um curioso ramo de hortelã. &#8220;Para esconder o cheiro&#8221;, disse o guia. Subimos alguns lances de escada e, de repente, estávamos em um ambiente completamente aberto, onde o solo era feito de tanques que continham líquidos das mais variadas cores e, dentro deles, homens que pareciam dançar por sobre couros imersos. Daquele ambiente colorido saíam as roupas marroquinas, 100% naturais e fabricadas da mesma forma que no passado pré-industrialização.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173954088_460d3e8d7f.jpg" title="Tanques de tingir"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173954088_460d3e8d7f.jpg" alt="Tanques de tingir" /></a></p>
<p>O processo de fabricação era curioso. Primeiro, o couro era imerso em um tanque repleto de sucos cítricos, par remover os pelos. Em seguida, em tanques com &#8211; pasmem &#8211; dejetos de pombo. Por conterem alguns ácidos específicos, era aquela pasta que amaciava o couro. Em seguida, eles eram pisados nos tanques coloridos &#8211; sendo as cores extraídas de plantas, flores e assim por diante. Dava para ver todo o processo acontecendo, para sentir o cheiro de pele virando roupa, para deixar os olhos brilharem com as forças das cores.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173951624_aca8e4d02e.jpg" title="Tanques de tingir"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173951624_aca8e4d02e.jpg" alt="Tanques de tingir" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173952632_3408a23600.jpg" title="2173952632_3408a23600.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173952632_3408a23600.jpg" alt="2173952632_3408a23600.jpg" /></a></p>
<p>Depois, mais ruas. Não podíamos entrar nas mesquitas &#8211; isso era território sagrado para os muçulmanos, que, ao menos ali, eram muito pouco tolerantes a turistas. Mas conseguimos ver de fora e tirar fotos. Parece estranho aos olhos de hoje, que costumam confundir o islã com o controle rígido da informação e com a censura &#8211; mas dentro daquela medina estava a primeira universidade do mundo. Um complexo imenso composto de incontáveis salas de aula, mesquita e dormitórios para os alunos em uma espécie de complexo multifuncional como os mais modernos que vemos hoje. A diferença é que, como quase tudo ali, ele tinha mais de 1000 anos.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173165499_7358c89b781.jpg" title="Universidade"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173165499_7358c89b781.jpg" alt="Universidade" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173164931_cc121e0df1.jpg" title="Mesquita"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173164931_cc121e0df1.jpg" alt="Mesquita" /></a></p>
<p>E, enquanto espremíamos os olhos pela porta da universidade, ouvimos um som estarrecedor: era a convocação, feita em auto-falantes espalhados pela medina, para que todos fossem rezar. Tocava cinco vezes por dia e, a cada vez, as lojas esvaziavam-se, as vendas cessavam e, por poucos minutos, o tumulto parecia evaporar e dar lugar à oração.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173169123_c723bf524b.jpg" title="Convocação"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173169123_c723bf524b.jpg" alt="Convocação" /></a></p>
<p>Mas logo tudo voltava ao normal e os auto-falantes eram substituídos pelas vozes que negociavam compra e venda de bens, que falavam sobre a vida alheia, que teciam a história de algo que parecia eterno.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173949828_c1fda2ccc9.jpg" title="2173949828_c1fda2ccc9.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173949828_c1fda2ccc9.jpg" alt="2173949828_c1fda2ccc9.jpg" /></a></p>
<p>Em meio às vozes e às esquinas, portas de cedro trabalhadas abriam caminhos para bancos, mais mesquitas, museus de armas.</p>
<p>O único problema da medina era o excesso de informação e de contraste que esmurra os olhos do turista convencional, arrancando-o, subitamente, de tudo que ele costumava entender como mundo e lançando-o em uma reliadade jamais imaginada. Concluí ali que era fundamental visitar uma medina pelo menos duas vezes: uma para entendê-la e digerí-la, outra para conseguir isolar os seus ângulos e fotografá-la com a calma necessária.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173957692_d8cdae25c2.jpg" title="2173957692_d8cdae25c2.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173957692_d8cdae25c2.jpg" alt="2173957692_d8cdae25c2.jpg" /></a></p>
<p>Infelizmente, o nosso tempo era menor que a nossa necessidade, e tivemos que nos contentar em fazer tudo simultaneamente.</p>
<p>Saímos com a sensação de ter passado uma ou duas semanas naquele local, comprimidas em 4 horas.</p>
<p>Conhecer a medina de Fés foi das experiências mais sensacionais que já tivemos.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173954612_ee5ca2b741.jpg" title="2173954612_ee5ca2b741.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173954612_ee5ca2b741.jpg" alt="2173954612_ee5ca2b741.jpg" /></a></p>
<p>De lá, fizemos o nosso caminho de volta para Tanger. Por conta do mau tempo, atravessamos para outro porto espanhol &#8211; Algeciras -, rumamos para Tarifa, pegamos o nosso carro e partimos de volta a Portugal.</p>
<p>Estava terminando uma das viagens mais sensacionais que já fizemos &#8211; uma viagem intensa, por três países que, um dia, foram uma única cultura e um único povo. Por três países que, somados alguns séculos e muitos acasos, se distanciaram, multiplicaram as suas identidades e acordaram o seu passado comum como apenas um daqueles momentos em que o mundo como o conhecemos começou a tomar forma.</p>
<p>No caminho de volta, cada momento dessa viagem voltava aos nossos pensamentos. Da Espanha, conseguimos entender melhor sobre como se pode viver o presente com intensidade. Do Marrocos, a força incomparável do Tempo que, quando quer, consegue efetivamente ficar parado, ignorando todas as leis do universo e transformando o passado em um eterno presente. E, finalmente, Portugal, berço da cultura brasileira. Para nós, está claro que conhecer Portugal, suas contradições, suas cores felizes e seus ares nostálgicos é fundamental para qualquer brasileiro que queira se conhecer de verdade.</p>
<p>E, no final das contas, o que era para ser uma viagem normal de duas semanas se transformou em uma das mais poderosas viagens pelo tempo, pela história e pela vida como um todo.</p>
<p>Pena que acabou!</p>
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			<media:title type="html">Medina de Fés</media:title>
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			<media:title type="html">Fábrica de Cerâmica</media:title>
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			<media:title type="html">Vista da Medina</media:title>
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			<media:title type="html">Palácio Real</media:title>
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			<media:title type="html">Ruas da Medina</media:title>
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			<media:title type="html">Ruas da Medina</media:title>
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			<media:title type="html">Loja</media:title>
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			<media:title type="html">Tanques de tingir</media:title>
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			<media:title type="html">Tanques de tingir</media:title>
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			<media:title type="html">Universidade</media:title>
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			<media:title type="html">Mesquita</media:title>
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			<media:title type="html">Convocação</media:title>
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		<title>A caminho do Marrocos</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 15:10:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[África]]></category>
		<category><![CDATA[carro]]></category>
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		<description><![CDATA[Segundo o candombé, 2008 será regido por Ogum, Orixá das guerras. Usamos as suas cores na virada do ano &#8211; branco e azul &#8211; mas nenhuma homenagem poderia ser maior do que a aventura para a qual partimos no primeiro dia do ano.
Tão logo acordamos, arrumamos as nossas coisas e rumamos para Tarifa, porto no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=117&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Segundo o candombé, 2008 será regido por Ogum, Orixá das guerras. Usamos as suas cores na virada do ano &#8211; branco e azul &#8211; mas nenhuma homenagem poderia ser maior do que a aventura para a qual partimos no primeiro dia do ano.</p>
<p>Tão logo acordamos, arrumamos as nossas coisas e rumamos para Tarifa, porto no extremo sul da Espanha. Deixamos o nosso carro alugado estacionado por lá e compramos duas passagens para Tenger, um dos mais importantes portos marroquinos. O plano era ir a Fés, conhecer e vivenciar a maior e mais antiga medina do mundo árabe, e voltar para a Espanha dois dias depois, seguindo direto para Portugal e para o nosso vôo de volta ao Brasil.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173942152_75b422a236.jpg" title="Tarifa, Espanha"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173942152_75b422a236.jpg" alt="Tarifa, Espanha" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173151371_a8796177dd.jpg" title="2173151371_a8796177dd.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173151371_a8796177dd.jpg" alt="2173151371_a8796177dd.jpg" /></a></p>
<p>Culturalmente, conhecer Fés nesta viagem significaria fechar tudo o que vimos sobre Portugal &#8211; afinal, a região ibérica esteve, ao menos parcialmente, mais tempo sob controle muçulmano do que cristão &#8211; mesmo se considerarmos os dias de hoje.</p>
<p>Além disso, a curiosidade nos empurrava para o país &#8211; conhecer as origens de todos os vestígios que a civilização árabe deixou para trás quando abandonou a península se fazia fundamental.</p>
<p>E, claro, existia a própria curiosidade de se conhecer uma civilização em nada parecida com a nossa.</p>
<p>Pois bem&#8230; disso, realmente, não pudemos reclamar.</p>
<p>Ao descer no porto de Tanger, nosso primeiro choque: entramos em um taxi &#8211; daqueles caindo aos pedaços &#8211; rumo ao aeroporto da cidade, onde o carro que alugamos deveria estar à nossa espera. O taxista, de vestimentas árabes e falando um espanhol arranhado, logo colocou uma fita cassete tocando uma música marroquina no mínimo exótica aos nossos ouvidos. E, logo na saída do porto, já pudems ter um gstinho do Marrocos: ele subiu uma espécie de uma colina, em algo que parecia ser uma rua com um trânsito que misturava outros carros, pedestres, mulas e muita, muita gente. Mulheres de burca nos olhando estranho, diálogos esparrando na janela entreaberta do taxi como se fossem brigas, discussões. Cruzamos Tanger assim até chegarmos ao aeroporto. Em minha cabeça, a única coisa que se passava àquela altura era como eu conseguiria dirigir em meio aquele caos.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173151659_3fae950c21.jpg" title="Tanger, Marrocos"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173151659_3fae950c21.jpg" alt="Tanger, Marrocos" /></a></p>
<p>No aeroporto, a primeira surpresa: a Hertz, de quem havíamos alugado o carro, só operava no período da manhã &#8211; e já passava das 14. Não tínhamos muita alternativa a não ser alugar o carro de uma companhia local, cujo vendedor estava pronto a nos atender. Nem discutimos muito &#8211; aceitamos a oferta e fomos ver o veículo. Bom&#8230;. era meio velho, para dizer o mínimo. A quilometragem estava bastante rodada, tinha uma ou outra batida e o rádio não funcionava direito. Mas, já que já estávamos ali, o melhor que poderíamos fazer era seguir em frente.</p>
<p>Ele nos indicou o caminho para Fés, instruindo-nos a pegar a auto-estrada até uma cidade chamada Kenitra e, depois, pegar uma estrada local até a cidade.</p>
<p>A auto-estrada em questão era, de fato, um tapete. E eu realmente estava a me interrogar sobre o motivo que apenas eu passava dos 120 km/h quando, de repente, um policial me mandou encostar. Ocorre que as estradas marroquinas são extremamente bem patrulhadas e, mesmo após descobrir que éramos brasileiros (o que funciona como uma espécie de cartão de visita muito bem aceito em lugares mais exóticos), o policial nos multou em 400 Dirhams &#8211; ou cerca de 40 Euros.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173943110_3f2f2c97b3.jpg" title="Multa"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173943110_3f2f2c97b3.jpg" alt="Multa" /></a></p>
<p>Lição aprendida, seguimos aos 120 km/h &#8211; ao menos até desviarmos para a estrada local.</p>
<p>A partir deste ponto, quem guiou o carro foi a tensão.</p>
<p>Estávamos no pôr-do-sol, e a perspectiva de chegar a Fés à noite não era das mais agradáveis. E, para piorar, a estrada era estreita, com eventuais pontos de trânsito e cortando umas pequenas vilas absolutamente tenebrosas &#8211; daquelas que pareciam ter sido bombardeadas em alguma guerra passada. Se não soubéssemos onde estávamos, certamente acreditaríamos ter caído no meio do Iraque pós-guerra!</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173152559_61d0e9ee9c.jpg" title="2173152559_61d0e9ee9c.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173152559_61d0e9ee9c.jpg" alt="2173152559_61d0e9ee9c.jpg" /></a></p>
<p>E as vilas iam se sucedendo &#8211; cada uma trazendo mais tensão e nervosismo.</p>
<p>A noite ia chegando.</p>
<p>A cada curva, a possibilidade de um cicilsta desavisado estar no caminho ou de carros vindo na contramão.</p>
<p>A cidade parecia se afastar. O tempo passava tão devagar que, em certo momento, pedi a Ana Lia que me dissesse as horas, pois o relógio do carro parecia estar empacado nas 18:11. Infelizmente, ele não etava: ainda eram 18:11.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173943380_d9f69f5965.jpg" title="2173943380_d9f69f5965.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173943380_d9f69f5965.jpg" alt="2173943380_d9f69f5965.jpg" /></a></p>
<p>Conseguimos chegar a Fés por volta das 19:30, já em plena noite. Para chegar ao nosso hotel &#8211; um Ibis &#8211; paramos em alguns postos e perguntamos para pessoas diferentes. Ao perguntar para mulheres, estas apenas olhavam, mudas, para os maridos &#8211; que nos respondiam. Mulheres casadas não podem falar com ninguém lá.</p>
<p>O idioma, que do português tinha mudado para o espanhol há apenas dois dias, agora virou o francês. Não e o idioma oficial do Marrocos &#8211; mas era o que todos sabiam falar, dada a recência da independência do país que, até 1956, era um protetorado francês.</p>
<p>Até que, por volta das 20:30, avistamos a placa mágica do Ibis. Àquela altura, ele parecia ser um daqueles hotéis 6 estrelas que ouvimos falar. Era algo conhecido, onde a sensação de segurança voltava.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173943940_832dc22302.jpg" title="Al�vio"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173943940_832dc22302.jpg" alt="Al�vio" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173944110_7223d44ec3.jpg" title="Alvio"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173944110_7223d44ec3.jpg" alt="Alvio" /></a></p>
<p>Ainda estávamos sob o impacto da verdadeira jornada que fizemos até lá e um pouco apreensivo pelo que veríamos de fato na cidade. Mas, graças aos céus, todas as expectativas foram superadas no dia seguinte, quando conhecemos a maravilhosa medina de Fés &#8211; um dos lugares mais espetaculares que já vimos na vida.</p>
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			<media:title type="html">Tarifa, Espanha</media:title>
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			<media:title type="html">Tanger, Marrocos</media:title>
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			<media:title type="html">Multa</media:title>
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		<title>Sevilha chama 2008</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Jan 2008 15:09:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
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		<description><![CDATA[Com um pouco mais de estrada, chegamos em Sevilha. Era o dia 31 de dezembro.
A região que Sevilha faz parte, a Andaluzia, foi primeiro batizada de Al Andalus &#8211; ou &#8220;Terra dos Vândalos&#8221; &#8211; pelos árabes, em alusão ao povo que a dominava depois dos romanos. Os mesmos árabes lá chegaram por volta do século [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=116&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Com um pouco mais de estrada, chegamos em Sevilha. Era o dia 31 de dezembro.</p>
<p>A região que Sevilha faz parte, a Andaluzia, foi primeiro batizada de Al Andalus &#8211; ou &#8220;Terra dos Vândalos&#8221; &#8211; pelos árabes, em alusão ao povo que a dominava depois dos romanos. Os mesmos árabes lá chegaram por volta do século VIII, tendo permanecido até o século XII. Durante este período, eles transformaram a cidade em uma das metrópoles mais relevantes de todo o mundo, chegando ao status de capital de um dos califados.</p>
<p>Tendo sido retomada pelos cristãos e passado por uma fase de fanatismo católico como toda a península ibérica, o caldo sociológico que virou o legado de Sevilha a transformou em uma das cidades mais interessantes da Europa, com uma cultura mista, meio cristã, meio árabe e totalmente autêntica.</p>
<p><a title="2173142421_2f4dc9c15e.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173142421_2f4dc9c15e.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173142421_2f4dc9c15e.jpg" alt="2173142421_2f4dc9c15e.jpg" /></a></p>
<p>Pudemos conferir isso de uma maneira diferente: por alguns poucos Euros, alugamos duas bicicletas e passamos algumas horas rodando por cada uma das ruas do centro histórico da cidade. De muralhas à famosa catedral, passando pela Giralda (que depois descobrimos ser, originalmente, uma das mais altas torres de mesquitas do mundo), por praças encantadoras e repletas de laranjeiras e ziguezagueando por todo lado.</p>
<p><a title="2173934018_46e8325150.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173934018_46e8325150.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173934018_46e8325150.jpg" alt="2173934018_46e8325150.jpg" /></a></p>
<p>Sevilha estava pulsando. Pessoas de todas as nacionalidades enchiam as suas praças e os seus cafés, deixando-nos com um certo orgulho de fazer parte daquilo.</p>
<p><a title="2173141771_c6f16bff8e.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173141771_c6f16bff8e.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173141771_c6f16bff8e.jpg" alt="2173141771_c6f16bff8e.jpg" /></a></p>
<p>E, enquanto o último raio de sol de 2007 se despedia, nossa ansiedade pelo Reveillon aumentava. Não tínhamos programado absolutamente nada. Aliás, só decidimos por um local depois que perguntamos, já no final da tarde, para um dos garçons de um dos cafés que entramos para enganar a fome com as famosas &#8220;tapas&#8221;. Ficaríamos na Plaza Nueva, onde, nos informaram, tudo aconteceria.</p>
<p>Fomos ao hotel, nos arrumamos e estávamos de partida para 2008.</p>
<p><a title="2173935302_4fdca4a4a7.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173935302_4fdca4a4a7.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173935302_4fdca4a4a7.jpg" alt="2173935302_4fdca4a4a7.jpg" /></a></p>
<p>Nas ruas, pessoas começavam a aparecer do nada, saindo de suas casas e perambulando pelo centro, todo iluminado com aquela luz amarela cheia, brilhante, convidativa.</p>
<p>E, após comermos algo em um dos restaurantes, fomos direto para a Plaza. Ela estava absolutamente lotada de todos os idiomas, conhecidos ou não. Conseguimos identificar ingleses, franceses, alemães, russos, portugueses, espanhóis, dinamarqueses, americanos. Enfim&#8230;. todos.</p>
<p>E todos olhando atentamente para o centenáio relógio que parecia benzer a praça  &#8211; o mesmo relógio que deve ter batido tantas viradas de ano, por tanto tempo.</p>
<p><a title="2173144827_7b632ed225.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173144827_7b632ed225.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173144827_7b632ed225.jpg" alt="2173144827_7b632ed225.jpg" /></a></p>
<p>11:55. Fogos já eram ouvidos &#8211; os mais ansiosos não se seguravam mais. Um grupo de italizanos já festejava como se fosse 1 da manhã.</p>
<p>11:56. Garrafas de champagne começavam a deixar as sacolas plásticas.</p>
<p>11:57. Um grupo de portugueses atrás de nós começava a gritar o nome do seu país em um súbito rompante de nacionalismo.</p>
<p>11:58. Todos começavam a se olhar e a conferir, nervosamente, os ponteitos do relógio.</p>
<p>11:59. Não havia ponteiro de segundos, então alguns grupos mais míopes já davam os gritos e os abraços.</p>
<p>Finalmente, chegou a meia noite. Todos, todos começaram a se abraçar. Entre beijos e algumas lágrimas, nós fomos nos familiarizando com a forma de dizer &#8220;feliz ano novo!&#8221; em tantos idiomas diferentes.</p>
<p><a title="2173936176_c348b2e5f0.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173936176_c348b2e5f0.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173936176_c348b2e5f0.jpg" alt="2173936176_c348b2e5f0.jpg" /></a></p>
<p>Estávamos em uma cidade relativamente pequena, em uma praça perdida na Espanha &#8211; mas parecia que estávamos no epicentro do mundo, dada a quantidade de nacionalidades que marcavam presença lá.</p>
<p>Os italianos continuaram gritando; os portugueses já haviam desaparecido; um grupo de tchecos subia em uma das estátuas para enxergar melhor a multidão; e nós, os únicos brasileiros que pareciam estar ali, estávamos concentrados na nossa própria euforia.</p>
<p>E, entre gritos, champagne e um sentimento de globalização como poucos, o ano de 2008 chegou prometendo ser ainda melhor do que 2007.</p>
<p><a title="2173936556_0dc9321c8a.jpg" href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173936556_0dc9321c8a.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173936556_0dc9321c8a.jpg" alt="2173936556_0dc9321c8a.jpg" /></a></p>
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		<title>Sagres e o Algarve</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Dec 2007 21:56:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>ricardoalmeida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Algarve]]></category>
		<category><![CDATA[Atlântico]]></category>
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		<category><![CDATA[falésias]]></category>
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		<description><![CDATA[De Lisboa, pegamos a estrada e seguimos rumo ao sul. A cada novo quilômetro, íamos sentindo mais as marcas da presença árabe na região &#8211; foram incontáveis, por exemplo, as cidades cujos nomes começavam com &#8220;Al&#8221; &#8211; sem contar com a arquitetura.
De colorida, ela foi ficando branca. Cortamos todo o Alentejo por pequenas aldeias, já [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=mundopequeno.wordpress.com&blog=1737919&post=115&subd=mundopequeno&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>De Lisboa, pegamos a estrada e seguimos rumo ao sul. A cada novo quilômetro, íamos sentindo mais as marcas da presença árabe na região &#8211; foram incontáveis, por exemplo, as cidades cujos nomes começavam com &#8220;Al&#8221; &#8211; sem contar com a arquitetura.</p>
<p>De colorida, ela foi ficando branca. Cortamos todo o Alentejo por pequenas aldeias, já com características diferentes das do norte &#8211; parecendo serem mais &#8220;felizes&#8221;, inclusive.</p>
<p>Velhas pastoras com bucólicos rebanhos de ovelhas foram mostrando o caminho, recheado de pequenas pontes e estradinhas sinuosas. Até que, de repente, avistamos a placa para a primeira praia do caminho: Odeceixe.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173132447_8edacaa224.jpg" title="2173132447_8edacaa224.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173132447_8edacaa224.jpg" alt="2173132447_8edacaa224.jpg" /></a></p>
<p>Entramos na praia e, de repente, esbarramos com pequenas falésias e uma maravilhosa formação rochosa num mar de azul cintilante, cercado de casinhas brancas por todos os lados. Dado o frio de cerca de 15 graus, a praia estava vazia &#8211; mas a paisagem foi impagável.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173132637_4be01818e3.jpg" title="2173132637_4be01818e3.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173132637_4be01818e3.jpg" alt="2173132637_4be01818e3.jpg" /></a></p>
<p>Tiramos algumas fotos e voltamos para o carro &#8211; a meta era chegar a Sagres, aquela última ponta no mapa de Portugal, onde os antigos acreditavam ser o fim do mundo. E foram poucos os quilômetros até alcançarmos a fortaleza de Sagres, mandada construir pelo Infante Henrique &#8211; o rei que mais incentivou as navegações portuguesas e que tinha uma ligação tão forte com o mar que foi lá, no fim das terras, que ele decidiu viver os seus últimos dias.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173925366_4ef17b9960.jpg" title="2173925366_4ef17b9960.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173925366_4ef17b9960.jpg" alt="2173925366_4ef17b9960.jpg" /></a></p>
<p>A fortaleza é antiga e está em ruínas &#8211; mas ainda assim consegue ser belíssima. Tem um branco que chega a brilhar &#8211; principalmente se comparado às gigantescas falésias que desabam sobre um azul cintilante.</p>
<p>No aspecto de beleza natural, ao menos até agora, Sagres está sem dúvidas no topo da lista. Não havia tempo que bastasse para nos satisfazermos com a riqueza do local, frequentado desde a antiguidade por homens do mar que lá iam para pedir proteção aos deuses, antes de se lançar ao desconhecido Atlântico.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173135385_4b5193d96b.jpg" title="2173135385_4b5193d96b.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173135385_4b5193d96b.jpg" alt="2173135385_4b5193d96b.jpg" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173924666_ca334305c7.jpg" title="2173924666_ca334305c7.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173924666_ca334305c7.jpg" alt="2173924666_ca334305c7.jpg" /></a></p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173136221_96a94bd2cc.jpg" title="2173136221_96a94bd2cc.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173136221_96a94bd2cc.jpg" alt="2173136221_96a94bd2cc.jpg" /></a></p>
<p>Dá para sentir uma energias diferente, talvez fruto de tantas crenças e pedidos de proteção em um lugar isolado, distante de tudo e de onde se ouve apenas os gritos das ondas esbarrando nas falésias.</p>
<p>Sagres é um ponto essencial em qualquer visita aqui. É onde a própria história, tão rica, chega a ceder espaço para a natureza, para o que esteve lá antes de qualquer pessoa &#8211; e continuará estando até depois de todos termos ido embora.</p>
<p>Mesmo agora, daqui da frente de um computador, na véspera de deixarmos Portugal rumo a Sevilha e ao Marrocos, ficamos imaginando como será a noite em um lugar tão ímpar como Sagres que, por si só, coroa a paisagem sempre com cara de pôr-do-sol do Algarve.</p>
<p><a href="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173927762_5da5a09069.jpg" title="2173927762_5da5a09069.jpg"><img src="http://mundopequeno.files.wordpress.com/2008/01/2173927762_5da5a09069.jpg" alt="2173927762_5da5a09069.jpg" /></a></p>
<p>As saudades já começam a bater.</p>
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