Publicado por: ricardoalmeida | Dezembro 30, 2007

Sagres e o Algarve

De Lisboa, pegamos a estrada e seguimos rumo ao sul. A cada novo quilômetro, íamos sentindo mais as marcas da presença árabe na região – foram incontáveis, por exemplo, as cidades cujos nomes começavam com “Al” – sem contar com a arquitetura.

De colorida, ela foi ficando branca. Cortamos todo o Alentejo por pequenas aldeias, já com características diferentes das do norte – parecendo serem mais “felizes”, inclusive.

Velhas pastoras com bucólicos rebanhos de ovelhas foram mostrando o caminho, recheado de pequenas pontes e estradinhas sinuosas. Até que, de repente, avistamos a placa para a primeira praia do caminho: Odeceixe.

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Entramos na praia e, de repente, esbarramos com pequenas falésias e uma maravilhosa formação rochosa num mar de azul cintilante, cercado de casinhas brancas por todos os lados. Dado o frio de cerca de 15 graus, a praia estava vazia – mas a paisagem foi impagável.

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Tiramos algumas fotos e voltamos para o carro – a meta era chegar a Sagres, aquela última ponta no mapa de Portugal, onde os antigos acreditavam ser o fim do mundo. E foram poucos os quilômetros até alcançarmos a fortaleza de Sagres, mandada construir pelo Infante Henrique – o rei que mais incentivou as navegações portuguesas e que tinha uma ligação tão forte com o mar que foi lá, no fim das terras, que ele decidiu viver os seus últimos dias.

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A fortaleza é antiga e está em ruínas – mas ainda assim consegue ser belíssima. Tem um branco que chega a brilhar – principalmente se comparado às gigantescas falésias que desabam sobre um azul cintilante.

No aspecto de beleza natural, ao menos até agora, Sagres está sem dúvidas no topo da lista. Não havia tempo que bastasse para nos satisfazermos com a riqueza do local, frequentado desde a antiguidade por homens do mar que lá iam para pedir proteção aos deuses, antes de se lançar ao desconhecido Atlântico.

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Dá para sentir uma energias diferente, talvez fruto de tantas crenças e pedidos de proteção em um lugar isolado, distante de tudo e de onde se ouve apenas os gritos das ondas esbarrando nas falésias.

Sagres é um ponto essencial em qualquer visita aqui. É onde a própria história, tão rica, chega a ceder espaço para a natureza, para o que esteve lá antes de qualquer pessoa – e continuará estando até depois de todos termos ido embora.

Mesmo agora, daqui da frente de um computador, na véspera de deixarmos Portugal rumo a Sevilha e ao Marrocos, ficamos imaginando como será a noite em um lugar tão ímpar como Sagres que, por si só, coroa a paisagem sempre com cara de pôr-do-sol do Algarve.

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As saudades já começam a bater.


Respostas

  1. Vivo em Sagres e, por partilhar essa paixão por esta zona e por querer criar as melhores condicões para os visitantes, aqui deixo o link para o melhor hotel da zona, o Memmo Baleeira hotel, situado sob a baia e porto da baleeira, com uma vista e ambiente de tirar o folego.
    http://www.memmobaleeira.com

  2. Moro em Beja, porem todos os sábados, eu e mais dois colegas, vamos á pesca para Sagres, mais concretamente para a Fortaleza. consideramos ser o nosso “Psicólogo”. de facto é Fascinante aquela beleza natural«««

  3. Estão de parabens pelas fotos.
    Eu moro em Sagres desde que nasci, e digo-vos que não existe terra que se compare a esta, tanto em relação às paisagens, com ao clima.
    Espero que visitem novamente Sagres (e que fiquem no hotel que o Rui Carnaxide aconselhou) e captem outras fotos de Sagres.
    Aconselho visitare o seguinte Blog:
    http://vilasagres.blogspot.com/


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