Publicado por: ricardoalmeida | Dezembro 28, 2007

Guimarães, berço de Portugal

Dom Afonso I guardando o Castelo de Guimarães

Quando o rei de Castela descobriu que Afonso Henriques, seu primo, havia batalhado contra a própria mãe (aliada da Espanha) e decretado a independência de Portugal, ele ficou enfurecido. E, claro, sua primeira medida foi fazer um cerco em torno do Castelo e Guimarães, onde estava o recém entronado Dom Afonso I e sua corte. O cerco durou muito tempo, levando a vila de Vimaranes a uma situação de desespero e fome. Ao circular pela vila, um dos aios de Dom Afonso I ficou tão chocado com a situação que, ele mesmo, foi até o rei de Castela prometendo a vassalagem do amo em troca de piedade para o povo.

O rei aceitou mas, quando o aio comunicou o fato ao rei português, este imediatamente o desautorizou e garantiu que preferia morrer a se submeter novamente à Espanha. Envergonhado, o aio foi, juntamente com toda a sua família, de cavalo e com cordas nos pescoços de todos, oferecer as suas vidas em troca da palavra dada para o rei espanhol.

Depois de um tempo, a Espanha desistiu do cerco e de recuperar o país.

É importante entender que fala-se aqui de uma época muito anterior ao que o imaginário popular dita sobre a vida de reis e rainhas.

Castelo de Guimarães

Entrada do Castelo de Guimarães

Ana Lia na entrada

O Castelo de Guimarães, berço de Portugal, foi mandado erigir no século X e serviu de palco para os acontecimentos narrados acima no século XII. À época, não haviam aposentos luxuosos para os nobres, quartos banhados a ouro ou coisas parecidos. Na verdade, a ala residencial do castelo ficava dentro da principal torre, que se dividia em andares. O térreo era o ambiente comum, onde todos entravam para dar recados, visitar etc.

Entrada para a torre principal

Nos andares intermediários ficavam os nobres – que dormiam juntos, sem a existência de uma só divisória. Banheiros? Não havia – luxo desnecessário, talvez. E, no último andar da torre, ficava o rei – no caso, D. Afonso I.

Aposentos reais

Apesar de ter nascido em Coimbra, foi em Guimarâes que passou a sua vida. Logo que nasceu, foi batizado na igreja ao lado de castelo – uma casa também em estilo romanesco e completamente desprovida de qualquer tipo de decoração – a não ser pelo crucifixo no altar e pelos túmulos de nobres no seu chão. E foi de lá que ele coordenou, politicamente, a fundação de seu país, gerando o sentimento de unidade nacional no povo do condado portucalense, articulando o apoio da Santa Sé em troca de promessa do pagamento de tributos e assim por diante.

Entrada da igreja

Interior da igreja romanesca

Túmulos quase milenares de cavaleiros no chão da igreja

Com a evolução da monarquia e dos tempos, o castelo ficou simples demais para abrigar os nobres – e, entre os séculos XIV e XV, um outro castelo foi construído ao lado – o Paço dos Duques. Este sim, muito mais espaçoso, repleto de aposentos e coberto de luxo, chegou inclusive a ser residência oficial do presidente de Portigal em 1950.

Paço dos Duques com o Castelo de Guimarães ao fundo

E são essas três construções – o Castelo de Guimarães, a igreja romanesca e o Paço dos Duques – que fazem da cidade uma obra de arte.

Até as casas da vila parecem ser diferentes das que vimos em Porto ou em Coimbra. Ao invés de esbanjarem as cores que marcam a arquitetura típica portuguesa, são feitas de pedra, com aspecto milenar. Amontoadas umas nas outras, geram ruas estreitas e escuras, um tanto assustadoras, até. As muralhas praticamente não existem mais – mas existem marcações ilustrando por onde elas passavam.

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Enfim… um exercício de imaginação sobre a vida em temps realmente medievais.

Eu, pelo menos, ainda não conheço tanto de Portugal – mas está claro para mim que vir para cá sem visitar esta cidadezinha que abraça os castelos mais históricos do país pode ser considerado um crime!


Respostas

  1. Dizia o meu Pai,quando se deu o cerco ao Castelo de guimaraes.
    Estavam cheios de fome e quase a morrer mas la dis o ditado mais vale morrer que trocer Ha grandes vimarenes .Com os restos do pao e ja com velor e com restos de farinha tornou-se novamente a fazer Pao,foi atirado das moralha para fora para os soldados de castilha comer
    ao verem tanta fartura acharam que o cerco
    seria um suicidio e desistiram e assim se venceu
    uma batalha e mais tarde a Guerra viva o Condado Portucalence,Viva Guimaraes.

  2. e fixe mas eu ja tive la hoje

  3. gimsaraes foi esperto nessa altura


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